Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença do sistema nervoso central (SNC), o que inclui o cérebro, a medula espinhal e os nervos ópticos. Geralmente, se pensa nela como uma doença com sintomas previsíveis, mas sua evolução varia de pessoa para pessoa e do local do SNC atingido. Não tem cura e nem prevenção. Por isto, o diagnóstico e tratamento precoce é tão importante.

O que é a Esclerose Múltipla?


A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica desencadeada quando o sistema imune atua de forma anormal e ataca o cérebro, medula espinhal e nervos ópticos do sistema nervoso central (SNC). A mielina é uma substância lipoproteica que envolve as fibras nervosas, similar a um isolamento de um fio elétrico. Na EM, o sistema imune destrói a mielina e causa cicatrizes, ou escleroses, nos nervos. Esta cicatriz interfere na habilidade dos nervos de conduzir um sinal elétrico para outros nervos ou músculos. Em pessoas com EM, os nervos lesados no SNC perdem a habilidade de comunicar com o resto do corpo, levando a sintomas imprevisíveis e por vezes, debilitantes 4.

Esta doença é caracterizada pelo seu tipo de evolução, com base em seu comportamento e na presença ou não de atividade da esclerose múltipla e progressão ao longo do tempo.

Para ver a explicação sobre os tipos de evolução da doença, consulte a National Multiple Sclerosis Society.

  • EMRR = EM Remitente-recorrente
  • EMSP = EM Secundaria Progressiva
  • EMPP = EM Primaria Progressiva

Sintomas da Esclerose Múltipla

Os sintomas da EM podem variar amplamente de pessoa para pessoa. Ele também pode variar durante o curso da doença, desaparecendo temporariamente ou piorando progressivamente. Os sintomas podem voltar em surtos conhecidos como recidivas ou recorrências, na qual a maioria das pessoas experienciam durante o curso da doença.

Os sintomas iniciais mais comuns são:

  • Dormência
  • Dificuldade de enxergar claramente ou dor ocular
  • Fraqueza muscular
  • Sensação de formigamento
  • Inabilidade de coordenar movimentos musculares

As pessoas com EM podem apresentar sintomas de vários tipos:

90%

Até 90% das pessoas com EM se queixam de fadiga.

Imagem de 90%
50%

Após 15 anos do início da doença, mais de 50% das pessoas com EM terão dificuldade para caminhar

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20%

Dificuldades visuais são comuns e representam o primeiro sintoma em 15-20% dos casos de EM.

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80%

Pelo menos 80% das pessoas com EM têm problemas na bexiga.

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2x

Depressão é cerca de 2x mais comum em pessoas com EM

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Problemas do sono são duas vezes mais comuns em pessoas com EM.

Imagem de 2x

As causas da Esclerose Múltipla

Apesar da causa da EM ser desconhecida, fatores genéticos e ambientais aparentam contribuir ao risco. Mais de 50 genes foram reconhecidos em aumentar o risco de desencadear à EM, porém nenhum possui grande efeito por si só.

Quando uma pessoa é diagnosticada com EM, o risco de seu gêmeo idêntico é de 1 para 3 e o de seu primo de primeiro grau é de 1 para 100. O risco para EM na população em geral é de 1 para 1000.

EM é mais comum em caucasianos e nos países localizados mais ao norte do hemisfério. Outro fator ambiental que está associado ao alto risco de EM é o fumo, deficiência de vitamina D e infecção prévia com o vírus Epstein-Barr.

– Esta doença costuma ser diagnosticada entre os 20 e os 40 anos de idade

– Ela é duas vezes mais frequente em mulheres que em homens

As principais causas da Esclerose Múltipla


Os efeitos da Esclerose Múltipla

Qualquer que seja o curso evolutivo da EM, suas formas recorrentes ou progressivas podem estar ativas ou não ativas em diferentes momentos. A atividade da doença pode se manifestar claramente, com sinais e sintomas novos ou agravados. Estas atividades também podem não ser visíveis, portanto, somente, detectadas por exames como a ressonância magnética (RM).

Surtos

Um surto ou exacerbação de EM (também chamada de crise ou recidiva) causa novos sintomas ou piora dos sintomas já existentes. A crise deve ter duração mínima de 24 horas e intervalo de pelo menos um mês desde o último surto. A maioria das recidivas duram alguns dias até várias semanas ou mesmo meses, e podem ser seguidas por uma recuperação completa ou incompleta.

Imagem de Surtos
Progressão da incapacidade

A piora da incapacidade pode ser rápida ou lenta, mas a progressão é um aumento sustentado da incapacidade ao longo do tempo.

Imagem de Progressão da incapacidade
Atividade na RM

As lesões são áreas danificadas ou inflamadas no SNC, que podem ser observadas por ressonância. As lesões podem surgir ou aumentar de tamanho sem que haja consequências imediatamente perceptíveis, mas podem ser um sinal de dano irreversível e levar à progressão da incapacidade.

Imagem de Atividade na RM

Como é feito o diagnóstico da EM?

O diagnóstico de EM é complexo devido aos sintomas que variam amplamente de paciente a paciente e não existe um exame único que confirme o seu diagnóstico. Porém, médicos geralmente utilizam de uma combinação de exames clínicos para identificar sintomas comuns (i.e.,movimentos anormais, fraqueza muscular e problemas oculares) seguido de escaneamento de exame radiológico do sistema nervoso central (SNC) que identifica sinais de inflamação ou lesões nas fibras nervosas

As lesões no SNC podem ser detectados em imagens de ressonância magnética (IRM) em praticamente todas as pessoas com o início dos sintomas da EM. Por meio do IRM pode-se determinar o tamanho das áreas afetadas (lesões) e sinais de inflamação ativa . A imagem por ressonância é usada pelo médico para o cuidado do paciente com EM para o monitoramento da atividade da doença e piora do quadro.

Outros testes incluem:

  • Estímulo dos nervos do SNC para medir o tempo de resposta
  • Coleta de amostra e teste do líquido cefalorraquidiano (LCR) ao redor da medula espinal na busca de certos marcadores, apesar de não haver biomarcadores definitivos para a EM
  • Testes sanguíneos para descartar outras causas com sintomas semelhantes à EM

BR/OCRE/0318/0015

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